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Noções fundamentais |
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Imagem
digital
Chama-se digital porque a imagem é completamente representada por
números e dessa forma pode ser transmitida entre equipamentos e neles
armazenada em ficheiros. É hoje perfeitamente acessível e utilizada pela maioria
de nós - nas máquinas fotográficas e de vídeo, nos telemóveis e
naturalmente nos computadores. A seguir se apresentam algumas noções
básicas que convém conhecer para evitar erros muito frequentes e embaraçosos.
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Pixel ou ponto. Megapixels
Um pixel é o elemento básico da imagem, o ponto mais pequeno que pode
ser visto ou manipulado. 1 Megapixel tem cerca de 1 milhão de pixels.
Aqui » « está uma imagem com 1
único pixel (um quadrado de 1 x 1) que por acaso é vermelho. Consegue
vê-lo?...
Uma imagem precisa de muitos pixels, de diferentes cores, para definir
contornos e tonalidades. Os pixels dispõem-se em linhas e colunas,
como num quadriculado, formando uma área rectangular com x pixels de largura
(width) e y pixels de
altura (height). Uma fotografia mediana terá 1280 x 960 =
1.228.800, ou seja cerca de 1,2 Megapixels. Para comparação,
repare que a imagem a seguir é de um tamanho vulgar na internet e tem
apenas 200 x 150 pixels.
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Resolução
É a quantidade de pixels que cobre uma determinada área.
Quanto maior for a resolução, mais pormenores poderemos distinguir, logo
teremos uma imagem mais definida, com mais qualidade.
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| 72 pixels / polegada |
36 pixels / polegada |
Uma foto digital com a resolução de 3264 x 2448
pixels (8 Megapixels) tem seguramente mais qualidade que a mesma foto tirada em 800 x
600, mas pode ultrapassar os 4
MBytes de tamanho, enquanto a outra talvez fique abaixo dos 100 Kb!!! É
uma diferença enorme, que pode ser decisiva para a memória da máquina ou
mesmo para o disco do computador, nem sempre compensada pelo ganho de
qualidade nem pelo efeito produzido.
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Visualização da imagem - tamanho real e tamanho aparente
O tamanho em que vemos
uma imagem (o espaço que ela ocupa no ecran ou no papel) depende
evidentemente da quantidade de pixels, mas o
programa que usarmos para a sua visualização pode modificar o
resultado.
Se o ecran do seu computador tiver 1024 x 768 pixels, é lógico que uma fotografia com 3264 x 2448
não cabe lá, a menos que o software resolva o problema:
ou a janela tem botões de deslocamento (scroll) e vamos
vendo a imagem pouco a pouco, como faz p.ex. o programa Paint, ou reduz
aqueles milhões de pixels para uma quantidade que caiba na janela, que é
o que faz p.ex. o Visualizador de Imagens do Windows.
Essa é a vulgar função de
zoom (ampliação e redução), existente em qualquer programa de
edição de imagem e não só.
As 2 imagens seguintes são na verdade
apenas uma! À esquerda aparece no seu tamanho normal, com 400
x 300 pixels; o que se vê à direita é uma redução feita pelo browser
- o ficheiro não foi alterado, apenas a imagem ocupa um espaço menor.
Há quem utilize mal este
recurso, confinando uma imagem demasiado grande a um espaço pequeno, por
exemplo num documento Word ou numa apresentação em PowerPoint. Se a
imagem original for mesmo muito grande, o próprio doc ou a
pps ficam também enormes, com todos os inconvenientes
e nenhuma vantagem! Será muito preferível usar um programa de edição de
imagem e reduzi-la para o espaço disponível.
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Redimensionar
e Recortar imagens
O
original da fotografia ao lado tem 1952 x 2592 pixels e ocupa cerca de
2,7 MB em disco. Seria muito difícil publicá-la assim na web e totalmente desaconselhado enviá-la a alguém por
e-mail (a não ser para fins específicos).
Recorri a um
programa de edição de imagem para a reduzir (redimensionar) a um
tamanho aceitável. Ficou com 300 x 400 pixels e ocupa
um ficheiro de apenas 37 KB.
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Suponha agora que,
por qualquer motivo, interessa aproveitar apenas uma parte da foto.
Se o fizer com base no original, que é de alta resolução, a área
assinalada terá ainda assim 1660 x 1134 pixels. |
Ou
seja, depois de recortar (crop) ainda foi preciso reduzir para
poder apresentar a foto como está aqui ao lado - ficou com
400 x 273 pixels, ocupa apenas 24 KB e não perdeu qualidade. |
Em vez de reduzir, o programa de edição de imagem também é capaz de
aumentar, mas isso só resulta quando se trata de uma ampliação muito
ligeira.
Imagine que quer ter como fundo de ecran no seu computador uma
foto feita com um telemóvel (uma imagem dessas já é considerada bem
boa se tiver 640 x 480 pixels...). O computador vai ter
que a ampliar até à sua própria resolução,
digamos 1024 x 768, e os resultados são normalmente decepcionantes, não só pela
inferior qualidade óptica das lentes mas também pela falta de detalhes
na fotografia original.
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Imagem original com 53 x 70 pixels
e depois de ampliada para 159 x 210
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Formato
e orientação
O formato é a relação entre largura e altura da
imagem (não é o mesmo que tipo de ficheiro,
apresentado mais abaixo). Há alguns formatos muito conhecidos:
» 4:3 É quase universal nas máquinas fotográficas e nas
imagens de televisão, bem como nos ecrans de computador. A altura é
75% da largura. Em pixels, serão 800 x 600, ou 1024 x 768, etc.
» 16:9 É o chamado ecran panorâmico, termo
usado sobretudo para designar os televisores largos. Neste
caso, a altura é de apenas 56,25 %, mais favorável para
panorâmicas. Uma imagem de 600 pixels de altura, que no formato
4:3 tem 800 de largura, precisa de ter neste caso 1067.
» 15:10 É o mais comum nas fotografias impressas num
estúdio, também chamado postal. Se a orientação escolhida for
ao alto (portrait), podemos dizer que o formato é
10:15
E o formato é importante? Claro que é, se quisermos
usar a mesma imagem em locais ou suportes de formatos diferentes. Para
que não haja distorsão do aspecto da imagem, teremos de fazer
alguma adaptação.
Vejamos um exemplo muito conhecido: uma imagem de televisão, como já foi
dito, está quase sempre no formato 4:3
Essa imagem aparece bem num ecran convencional:
Mas não é possível vê-la da mesma maneira
num televisor panorâmico, pelo que... das duas, uma...
| ... ou sobra
espaço dos lados... |
ou fica
espalmada, para ocupar toda a largura... |
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Qualquer destas soluções é má! Fica por perceber como,
com tanta promoção (e venda...) dos televisores panorâmicos, os
programas de televisão continuam a ser emitidos quase em exclusivo no
formato 4:3!
Voltemos às fotografias, também feitas quase sempre no formato 4:3. Se
pensarmos em mandar imprimi-las no postal, temos de estar prevenidos para o facto de que o estúdio terá de eliminar uma parte da imagem:
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Se o original tiver 1280 x 960
pixels
(ou outra qualquer relação 4:3)... |
... algo terá de ser
sacrificado,
para obter uma relação 15:10 |
... ou 10:15
(orientação ao alto (portrait) |
Em vez de deixarmos o estúdio cortar (o que será feito
automaticamente), talvez seja melhor sermos nós a fazê-lo com
um programa de edição, reenquadrando a imagem e desprezando o que
faz menos falta.
Neste caso, a foto ficaria com 1280 x 853, para a orientação paisagem
(landscape) ou 640 x 960, para a orientação retrato (portrait).
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Cor
e Profundidade de cor
É a característica que permite distinguir cada pixel dos
circundantes (se forem todos da mesma cor, apenas conseguimos ver uma
mancha ou fundo regular, por muito grande que seja).
Exemplo:
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| Imagem com 200 x 40
pixels, todos azuis. |
A mesma imagem, com
um único pixel diferente. |
O modo mais conhecido de representar as cores é o RGB,
assim chamado porque cada pixel tem um somatório de três componentes (Red,
Green,
Blue - vermelho, verde, azul), cada um deles com um valor numérico.
Variando esses valores, podemos ter desde o preto (total ausência de
cor, todos a zero) ao branco (o máximo nos três componentes), passando
por milhares de variações - dependem estas da...
... Profundidade de cor (color
depth)
Num monitor com full color, ou true color,
ou cores totais, o valor de cada componente pode ir de 0 a
255 - para isso são precisos 8 bits (1 byte) para cada componente, ou
seja 24 bits para cada pixel. Essa é a
profundidade de cor ideal, que pode mostrar-nos até 16
milhões de tonalidades numa imagem. Se tiver menos bpp (bits
per pixel), terá também menos cores mas em contrapartida ocupará
menos espaço no disco.
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Tipo de
imagem
JPG, GIF, BMP são as extensões
mais vulgares para designarem o tipo de ficheiro de imagem
(muitas vezes erradamente chamado formato). O tipo deve ser
escolhido em função das características que mais importa preservar:
JPG (ou JPEG) é o mais adequado para fotografias muito
coloridas e detalhadas. Representa muito bem as tonalidades originais e
usa um factor de compressão, para poupar no tamanho do
ficheiro. Os programas de edição de imagem permitem variar essa
compressão - se a aumentarmos, o ficheiro será menor mas a qualidade
também diminui.
GIF é uma imagem de 8 bits, o que só permite 256 cores,
mas que as representa com muita fidelidade. Em fotografias pouco
coloridas ou imagens
de gráficos relativamente simples os ficheiros podem mesmo ser mais
pequenos do que no tipo JPG. Também as imagens animadas, que na prática
são a apresentação sucessiva de imagens diferentes no mesmo espaço, são gravadas em
ficheiros do tipo GIF.
BMP é um tipo que consegue uma representação ainda mais fiel da
imagem, mas com uma descrição pixel a pixel, sem qualquer compressão,
resultando em ficheiros muito grandes.

JPG, baixa compressão
5,66 KB |

JPG, maior compressão
1,82 KB |

GIF, a 256 cores
11,2 KB |

BMP
15,9 KB |
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